Antes que você tente me responder, sinto dizer que, para a gestão de resultados, essa pergunta é retórica. Simplesmente porque, na vida real das empresas, estabelecer um período de tempo ideal para o retorno do investimento, como uma meta inabalável, é o caminho mais curto para abalar os ganhos efetivos, duradouros e que geram legado.
A flexibilidade na gestão de resultados que sugeri não significa o abandono do planejamento, do follow up das equipes ou da contínua análise situacional. Aliás, continuo certo de que todas essas etapas permanecem fundamentais. Só que, neste estágio de vida e de carreira, tenho a chance de me espelhar mais em uma área que, antes de vir para a EUROIMMUN Brasil, em abril de 2020, eu desconhecia: pesquisa & desenvolvimento.
Como um executivo de trajetória de marketing e vendas, tenho a sorte, hoje, de poder observar o mundo da pesquisa como uma inspiração. Um exemplo de resiliência, consistência e paciência para a construção de conhecimento a longo prazo.
No Brasil, não é comum uma empresa de medicina diagnóstica manter uma área dedicada à P&D. Por aqui, nós somos uma das poucas a fazer isso - por enquanto, eu acredito. Mas tenho bons exemplos de projetos que acompanho de perto.
Um deles é o desenvolvimento do kit diagnóstico para a anemia infecciosa equina (AIE), doença contagiosa que pode rapidamente se espalhar em cavalos, como acontece em competições. Antes desses eventos, os criadores querem se certificar de que seus animais e, também, os dos outros competidores não estão infectados. Portanto, a criação do teste, feita em parceria entre a EUROIMMUN e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi um marco importante. Ele ilustra a indispensável espera por resultados: o ciclo de estudo e desenvolvimento do projeto, chegando à comercialização do kit, já dura três anos, aproximadamente. No futuro, o teste pode até mesmo gerar um passaporte da Saúde para esses animais.
Em outros momentos, basta uma adaptação do que já existe e funciona. Isso acontece quando o nosso EUROHub, centro de geração e disseminação do conhecimento científico na medicina diagnóstica, investe tempo e pesquisa para adequar localmente os kits desenvolvidos pela matriz, via o núcleo de P&D. Aqui, um exemplo notável é o teste de intolerância alimentar padronizado para DBS, que pode ser feito com amostras de sangue seco em papel, colhidas por um simples furo na ponta dos dedos. Assim, este exame, que foi adaptado da matriz para funcionar com amostra em DBS, pode ser feito até mesmo em locais remotos do Brasil, onde não há estruturas de laboratórios para a análise.
E P&D não ocorre apenas dentro do laboratório de análises clínicas, não. Também tenho acompanhado a equipe de TI desenvolver internamente um ajuste no SAP para criar uma automação que permitirá um faturamento muito mais rápido e preciso para a nossa empresa. Legal, né?
Eu digo que sim, faz sentido todo esse investimento de tempo e conhecimento até mesmo do ponto de vista financeiro, já que os produtos inovadores têm um futuro promissor de vendas. Só que, para isso, é preciso ter atenção a algumas etapas desse processo:
Olá, sou a Josie,
a nova assistente virtual da
EUROIMMUN Brasil.